segunda-feira, 12 de maio de 2008

Saddan Hussein e sua História


1- Quem foi Saddam Hussein?

Saddam Hussein nasceu em 28 de abril de 1937, em Tikrit (160 km de Bagdá). Filho de camponeses, seu pai morreu antes de seu nascimento. Formou-se em direito na Universidade do Cairo (Egito) e envolveu-se com a política desde cedo, filiando-se ao Partido Baath (nacionalista e socialista), além de tornar-se integrante de um clã cada vez mais influente no Exército. Saddam foi um dos homens que participaram da tentativa de assassinato do general Abdul Karim Kassen, que havia derrubado a monarquia em 1958. O líder iraquiano passou um breve período no Egito, durante o qual seu partido participou de um golpe militar em Bagdá. Voltou ao Iraque a tempo de ser preso quando o Baath foi derrubado em 1964.

Em 1968, o Baath reapareceu como um partido mais disciplinado e voltou ao poder, um de seus líderes era Saddam Hussein, então com 30 anos. Ele era violento e cruel, mas astuto. Os curdos foram postos de lado quando Saddam assinou o Acordo de Argel com o xá do Irã em 1975. Outros líderes de Tikrit [cidade natal de Saddam] foram eliminados. Em 1979, Saddam é eleito presidente pelos líderes do Baath. No mesmo ano em que assumiu o poder, Saddam "purificou" seu governo. Em uma reunião de gabinete, ele apontou, entre os presentes, traidores que se opunham a seu governo. Eles foram conduzidos para serem torturados e depois executados. Outros membros do governo foram forçados a se juntar aos esquadrões de fuzilamento. Udai e Qusai, filhos de Saddam, foram chamados para assistir à vingança de seu pai.Antes de o Iraque atacar o Irã, em 1980, Saddam governava um país dividido por disputas políticas internas e com um potencial petrolífero não tão significativo. Dificilmente poderia ser considerado um país de peso no Oriente Médio. Ao iniciar a guerra de oito anos contra o Irã - tendo se colocado como o líder do mundo árabe contra a Revolução Islâmica e com o apoio do Ocidente- ele fez do Iraque uma peça chave na região.Saddam ganhou a guerra contra o Irã, e o aiatolá Khomeini foi forçado a pedir pela paz em 88. Cerca de 250 mil iraquianos morreram na guerra. A vitória fez do Iraque o Estado mais poderoso do golfo. No dia 2 de agosto de 1990 Saddam invade o Kuait e anuncia que pretende anexá-lo. Em resposta, o Conselho de Segurança da ONU aprova a resolução 661, que impõe sanções econômicas ao Iraque. Em janeiro de 1991 o Iraque passa a receber ataques aéreos. Cerca de um mês mais tarde ocorre o cessar-fogo da guerra. Saddam é acusado pelos EUA de ter cometido várias violações criminais da lei humanitária internacional. O governo norte-americano deseja que o presidente do Iraque seja investigado e acusado por um tribunal internacional.


2- Características do governo de Saddam?
E a relação entre xiitas e sunitas no Iraque.
A divulgação da sentença do tribunal iraquiano que julgava o antigo ditador do país, Saddam Hussein, para a qual o governo do país se havia preparado através da declaração do recolher obrigatório, foi recebida de forma muito diferente pelos habitantes do Iraque. Saddam, foi condenado à morte, por enforcamento, após ter sido declarado culpado de Crimes contra a Humanidade. O fato de Saddam Hussein, ser de origem sunita, e de os sunitas sempre terem dominado o Iraque desde que o país foi criado pelos britânicos, resultou em sentimentos de desconfiança entre as duas principais seitas do Islão, numa altura em que com a introdução de um sistema democrático de representação, a maioria xiita, pode pela primeira vez ser ouvida.Uma das características do governo de Saddam, foi a feroz repressão dos xiitas do sul do país, onde se encontram os dois mais sagrados lugares do islão Xiita, as cidades de Najaf e KarbalahO domínio dos sunitas, foi sempre garantido através de uma forte repressão, quer durante a monarquia imposta pelos britânicos quer pelos regimes despóticos que se lhe seguiram. O exército do Iraque, foi sempre dominado pelos sunitas, e as suas chefias eram na sua esmagadora origem daquela facção religiosa, pese embora o fato de o Iraque ser um estado laico.A morte por enforcamento de Saddam Hussein, inevitavelmente levará os sunitas iraquianos a achar que estão encurralados num país onde a superioridade numérica dos xiitas acabará por os impor em todos os lugares do aparelho de estado, potenciando e criando condições para o estabelecimento de um clima de guerra civil, que se pode transformar a médio e longo prazo num clima de guerra religiosa entre os xiitas, apoiados pelo Irão, e pelos sunitas apoiados pela Arábia Saudita.
O Iraque nunca esteve fora da agenda americana. Mas, até agora, os Estados Unidos tinham como política a contenção, e não a deposição, do regime de Saddam Hussein. Dois fatores mudaram a estratégia. O primeiro deles foi a eleição de Bush. A nova equipe de governo conta com vários envolvidos na Guerra do Golfo de 1991. Parte deles acha que é hora de terminar a tarefa inacabada na gestão de George Bush, pai do atual presidente americano. A Casa Branca alega que o líder iraquiano está desenvolvendo armamentos de destruição em massa. Considera, portanto, Saddam Hussein uma ameaça aos interesses americanos na região, aos aliados dos Estados Unidos no mundo árabe e a Israel. Outra causa da guinada na política americana está nos atentados de 11 de setembro. Desde então, o governo Bush substituiu a política de reação por uma de ataques preventivos. Também é importante lembrar que os planos americanos para a guerra contra o Iraque foram engavetados durante a ofensiva militar contra o Afeganistão. Agora é hora de tirá-los da gaveta. Quando ocorreria a guerra?O presidente Bush decidiu pedir apoio ao Congresso para os ataques ao Iraque. A votação deve ocorrer até o início de outubro. É provável que Bush também peça ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que exija o retorno dos inspetores da ONU ao Iraque dentro de um prazo determinado. Tudo isso pode demorar algumas semanas. Também é importante levar em conta que a guerra exigiria a mobilização de tropas e equipamentos. Por isso, ataques em grande escala dificilmente seriam possíveis antes do fim do ano ou do início de 2003. Já um ataque mais limitado contra as autoridades iraquianas poderia ser preparado em menos tempo. Quais são as opções militares?Nas tentativas de derrubar Saddam Hussein, os Estados Unidos já tentaram apoiar um golpe de estado e incentivar rebeliões internas. Mas ambos os planos fracassaram. As duas opções continuam na mesa. Com um problema: a repressão do regime de Saddam torna difícil a realização de um golpe. Pelo mesmo motivo, uma rebelião seria praticamente uma missão suicida. Os Estados Unidos poderão, portanto, optar por uma invasão em grande escala, com até 250 mil homens. A maior parte deles partiria do Kuwait. A extensão do conflito dependeria do grau de resistência do exército iraniano. A guerra poderá ser mais curta caso parte das Forças Armadas prefira abandonar Saddam Hussein e se render. Que riscos a guerra traria?Há vários. Saddam Hussein poderia reagir à invasão com um ataque de armas químicas e biológicas, caso tenha condições para isso. Alguns acreditam que isso seja possível. Segundo o Washington Post, um hangar do Iraque atingido por mísseis britânicos continha mísseis para ataques químicos e biológicos. O Iraque também poderia lançar mísseis contra Israel, incluindo o país na guerra. Há também o risco de que, com o ataque, aumente ainda o sentimento antiamericano no mundo islâmico. Existe ainda a preocupação com morte de civis durante os bombardeios, como ocorreu na Guerra do Golfo e na Sérvia. Afinal, as chamadas bombas inteligentes nem sempre são tão inteligentes assim. Caso haja grande número de vítimas civis, deve crescer a oposição mundial à guerra. Aviões britânicos e americanos já não atacaram o Iraque nos últimos 12 meses? Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha patrulham a chamada zona de exclusão aérea no extremo norte e sul do Iraque. Às vezes seus aviões atacam instalações da defesa aérea iraquianos. O Iraque contesta a legitimidade da zona de exclusão aérea. Mas os governos americano e britânico alegam que ela é necessária para proteger os curdos, no norte, e os shia, no sul, de ataques aéreos promovidos por Saddam Hussein. A presença militar constante no Iraque dá vantagens aos Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que passam a conhecer melhor os pontos altos e as deficiências do sistema iraquiano. Quem deve suceder Saddam Hussein?O grupo oposicionista Congresso Nacional Iraquiano, que atua no exílio, está elaborando uma série de programas para reintroduzir um regime civil e democrático no Iraque. Para muitos, essa seria a solução ideal para o país. Entretanto, não está descartada a hipótese de o poder ficar nas mãos de militares. Ainda assim, para os Estados Unidos, um governo militar seria preferível à continuidade do regime de Saddam Hussein. Seja qual for o cenário, os Estados Unidos e as Nações Unidas poderiam enviar tropas de paz ao país depois da eventual deposição das lideranças atuais.



3- Situação política e econômica do Iraque:


O Iraque após três décadas de regime autoritário do governante Saddam Hussein, sofreu uma intervenção militar dos Estados Unidos, apoiada pela Inglaterra, Itália e Espanha (que posteriormente retiraria suas tropas) sob a justificativa de destruir "armas de destruição em massa". O país encontra-se em uma situação de guerra crônica entre a resistência em suas diversas matizes e as tropas de ocupação americanas. O governo eleito em Março de 2005 é parte de um novo sistema parlamentarista elaborado pelos americanos mas a impossibilidade de se conciliar os interesses do país com o controle que exercem as tropas de ocupação sobre as riquezas locais tem inviabilizado a sua consolidação, apesar da participação de xiitas, curdos e sunitas as principais etnias iraquianas.
O Iraque vive hoje um clima de violência marcado pela ação de insurgentes contra as forças de ocupação e mesmo das forças americanas contra os suspeitos, como o caso da
prisão de Abu Ghraib, em que iraquianos eram humilhados por soldados norte-americanos. Não se sabe hoje o que será do Iraque no futuro: se um país "democrático" alinhado com os EUA, ou se mergulhará na guerra civil após a saída das forças de ocupação, com a possibilidade de ocorrer um processo de "iranianização" do Iraque, com possibilidade de ocorrência de uma Revolução Islâmica tal qual no país vizinho.

4- Causas e conseqüências da Guerra entre os dois Paises.

Conseqüências:
A intervenção militar no Iraque foi mais fácil do que a opinião pública temia o que, aparentemente, foi positivo. Contudo, é preciso recordar a escassa eficiência das forças armadas iraquianas. A maioria do seu equipamento fora destruído em 1991 e o que restava correspondia a modelos antiquados. A moral dos seus militares não era a ideal, e a recordação da pesada derrota de doze anos antes perdurava.
Independentemente dessas circunstâncias, constituiu surpresa a debilidade da resistência, mormente na última semana de guerra. Ainda não são conhecidas com rigor as razões para tal: traições, abandonos, desarticulação da cadeia de comando, medo, incapacidade, são possibilidades mais ou menos perceptíveis, que um dia nos permitirão justificar o desmoronamento da componente militar do regime iraquiano. Mas a ausência de combate permitiu que um elevado stock de armamento – munições, explosivos e operacionais – submergissem num underground de dificílimo acesso para as forças de coligação.
De um combate clássico, passou-se rapidamente para um cenário de pré-guerrilha urbana, que só não se concretizou nos primeiros meses porque o estado de espírito da população ainda oscilava na escolha das suas “fidelidades”. Quando o fiel da balança oscilou para uma opção mais distanciada das forças da coligação, a manu militari de guerrilha encontrou um ambiente mais propício à sua sustentabilidade.
A acção de guerrilha urbana carece de dois elementos: o que desencadeia as operações e o que lhe permite mobilidade, logística, apoio e guarida.
O primeiro elemento é hoje constituído por três tipos de agrupamentos: parte das forças iraquianas convencionais ou especiais, militantes islâmicos de várias origens geográficas que se deslocaram para o Iraque antes da operação militar, e, mais claramente desde o Verão de 2003, unidades activas de grupos extremistas islâmicos que se infiltraram no território, sobretudo pela Jordânia e Arábia Saudita. As articulações criadas entre ambas e o regresso da Ansam-Al-Islam evidenciam uma aproximação entre islamitas e nacionalistas, em nome de uma comunidade de interesses conjunturais, análoga à que se observou noutros teatros operacionais de guerrilha, e que lhes permite aplicar uma orientação jihadista. O segundo elemento abarca o conjunto crescente de “deserdados” do regime, que sofreram a guerra, a frustração, a falta de oportunidades, a morosidade das operações de reconstrução e toda a gama usual de desventuras, e que por isso o tornam altamente permeável ao apoio a grupos extremistas.
As acções conduzidas sobre o oleoduto Kirkuk/Ceyhan (previsto para estar pronto em finais de Outubro de 2003), e a conduta de água para Bagdad; a utilização de mísseis antiaéreos portáteis em Mossul ou de lança-foguetes contra um avião C17 no aeroporto de Bagdad; os trágicos atentados contra a sede da ONU e a embaixada da Jordânia; a magnitude dos roubos e ataques a viaturas privadas e públicas (15 a 20 por dia só na região já denominada por Ambush Valley, na auto-estrada n.º 10), os ataques a locais do PNUD, a bens dos Médicos Sem Fronteiras, Médicos do Mundo e Cruz Vermelha Internacional, são exemplos, entre muitos outros, desse clima de guerrilha. Acresce a desbaathização quase total do novo regime, que Paul Bremmer tornou um dos objectivos essenciais da vida politico-administrativa do Iraque — objectivo que, além de desnecessário, apenas engrossou essa massa humana de proscritos e deserdados. Os germes da instabilidade tornaram-se evidentes e são de durabilidade imprevisível.


Causas:

Quase todos os dias são mortas no Iraque dezenas se não mesmo centenas de sunitas e xiitas, numa sangrenta guerra sectária. Muitas vezes as vítimas são amarradas, atingidas a tiro na cabeça e abandonadas numa vala à beira da estrada ou num monte de lixo. A vasta maioria dos mortos parece ser totalmente inocente, excepto do facto de ser da religião “errada” ou de estar no lugar “errado”. Frequentemente, são pessoas que apenas estavam numa fila para o combustível de cozinha ou outra primeira necessidade. Sunitas e xiitas têm abandonado as suas aldeias e bairros; os insurrectos sunitas têm morto milhares de xiitas com carros-bomba e em assassinatos; esquadrões da morte das milícias xiitas têm torturado e morto centenas, se não milhares, de sunitas. Quando a noite cai, os bairros tornam-se campos de batalha aberta.
Tem havido um fluxo ininterrupto deste tipo de notícias desde o passado mês de Fevereiro, quando o santuário de al-Askari em Samarra foi atacado à bomba. A destruição desse local, um dos mais sagrados para os muçulmanos xiitas, não foi o início desta cruel guerra religiosa, mas intensificou-a a um novo e terrível nível. Há relatos de muitas pessoas a mudar os seus nomes para esconderem a sua orientação religiosa, sobretudo quem tinha nomes sunitas típicos como Omar, Othman e Ayesha. Algumas milícias xiitas que usam uniformes das forças governamentais de segurança (às vezes falsamente, mas frequentemente como genuínos membros dessas forças) fazem parar carros e autocarros ou entram em locais de trabalho e pedem a identificação de todas a gente. Os que têm um nome “errado” são levados e os seus corpos serão depois encontrados nalgum canto da cidade. Há alguns meses, quando foram encontrados juntos os corpos de 14 pessoas, chamavam-se todas Omar.
Mark Lattimer, director do Grupo dos Direitos das Minorias / Internacional, descreve a vida “em distritos como al-Dora, no sul de Bagdad, onde sunitas e xiitas viveram lado a lado durante gerações, mas que agora está a ser sistematicamente esvaziado da sua população original à medida que as pessoas fogem para a segurança relativa dos seus. Os corpos das vítimas dos assassinatos sectários são abandonados à putrefacção ou para serem comidos pelos cães nas ruas, porque as suas famílias estão demasiado assustadas para os irem buscar.” (Guardian, 4 de Agosto de 2006)
O governo dos EUA está a tentar negar ou minimizar as dimensões da crise por causa dos seus próprios motivos. Isso levou muitas pessoas a entrarem numa discussão infindável e oca sobre saberem se isto pode ser chamado de guerra civil ou não. O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, sentiu-se forçado a declará-lo condicionalmente quando disse, após uma viagem ao Iraque em Setembro: “Se os actuais padrões de alienação e violência persistirem durante mais tempo, há o perigo sério de o estado iraquiano se desmoronar, provavelmente no meio de uma guerra civil generalizada.” Os números divulgados por um relatório da ONU indicavam que quase 7000 civis foram mortos no Iraque durante Julho e Agosto, a maioria deles devido à luta entre sunitas e xiitas. Além disso, o relatório acrescenta que 300 000 pessoas tinham sido deslocadas no Iraque desde o atentado contra o santuário de Samarra. Uma média de 3000 iraquianos, sobretudo sunitas e curdos, foge diariamente do país, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
É esta a situação no Iraque de hoje sob ocupação dos imperialistas norte-americanos e britânicos; foi isto que aconteceu ao que eles proclamaram que viria a ser o “modelo de democracia” para o Médio Oriente.

5-Atuação da ONU e da comunidade internacional no conflito.

Começou no dia 19 de março de 2003 o bombardeio do território iraquiano por tropas dos Estados Unidos, com apoio inglês. Ao contrário do que muitos vêm afirmando, não é uma ação de um megalomaníaco, George W. Bush, mas uma ação pensada, parte da política externa estadunidense, caracterizada pelo imperialismo.Apesar do discurso contra o terrorismo e a possibilidade de o Iraque possuir armas de destruição em massa, o que esta por trás do ataque são os interesses econômicos da indústria bélica, do setor petrolífero e de financistas dos Estados Unidos, que percebem que a ascensão do euro, se tornando um padrão monetário cada vez mais estável, ameaça o dólar enquanto moeda utilizada nas transações internacionais.Todas as tentativas do governo americano de justificar a atual ofensiva contra o Iraque não encontram nenhuma sustentação no direito internacional e em nenhuma resolução da ONU, ao contrário, passa por cima da Organização das Nações Unidas, colocando-a numa situação delicada do ponto de vista internacional. Percebemos uma guerra com o objetivo de ampliar o domínio mundial através do controle das reservas de petróleo e a formação de governos fantoches.No final do ano 2000 o Iraque substituiu o dólar pelo euro em suas negociações relacionadas ao petróleo. Apesar de ter sido uma atitude isolada, que não foi seguida por outros países da OPEP, demonstrou ser uma ameaça para a hegemonia do capital estadunidense. Dessa maneira começamos a perceber melhor quais os interesses dos EUA na crise da Venezuela, país membro da OPEP e que tem na figura de seu presidente Hugo Chávez um discurso nacionalista, contrário a política desenvolvida pelos Estados Unidos.Uma das discussões mais importantes que se tem colocada em relação à Guerra, é quanto ao papel que a ONU desempenhará a partir deste momento. A iniciativa anglo-americana é vista por muitos analistas como a falência da ONU, na medida em que os "aliados" desrespeitaram abertamente a mais importante entidade internacional.A paz só será possível quando a justiça for implementada de acordo com o consenso mundial representado pelas resoluções da ONU. Quando a soberania e a auto determinção dos povos estiverem a frente de outros objetivos. Quando a justiça social prevalecer sobre os interesses exclusivos das potências e seus representantes que controlam governos de outros países.



Rafael Batista, Viniciús Gonçalves, Nayara Dias

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